C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

VÁCUO...


Se Deus escreve certo em linhas tortuosas
E exerce o seu poder do início até o fim,
Por que não deposita o seu olhar em mim
Cicatrizando as minhas chagas dolorosas?

Fui vítima de um plano esquálido e malino
Traçado com requintes de perversidade,
Trocando a minha paz pela infelicidade
E bagunçando muito mais o meu destino...

Amei quem não me amava e me atirei no poço
Dos muitos que mergulharam até o pescoço
Em pérfidas paixões e pálidos amores...

E hoje o que me resta é contrição, revolta,
Saudades desse amor que se foi e não volta,
Vendavais de desprezo e temporais de dores...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/04/2007


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