C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

DELÍRIO VIRTUAL...


Passeio com meu mouse em teus olhos mimados
E acaricio a derme doce e tão amada
Da fêmea escultural, ardente e cobiçada
Que faz com que eu galope em sonhos desvairados...

E fico em teu perfil perdido e acorrentado
Tragado por teu álbum que me toca a alma...
Sentindo no meu peito u’a dor que só se acalma
Quando este humilde fã por ti é visitado...

Quisera eu poder romper o monitor,
Cair sentado em ti e expor tão louco amor
Que faz com que eu me sinta bobo e alucinado...

Mas como eu não consigo essa proeza bela,
Eu beijo a tua boca por sobre essa tela
E envio o meu amor às custas do teclado...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 31/03/2007


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