C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

DOCE ENGANO...


Afasto-me de ti, e o que de nós restou
Em tom de desespero falará por mim...
Mostrando que se eu fui o início do teu fim
Tu foste em mim o fim do que nem começou...

Recolherei a minha insignificância
E ficarei recluso dentro de mim mesmo
Já que esse amor doado a ti, jogaste a esmo
Regado com a omissão e a dor dessa distância...

Teu crime foi culposo...Não existiu dolo!
E se hoje me corrompo, e às vezes me deploro
Sentindo-me ferido, arisco e abandonado...

Somente ao meu destino eu atribuo a culpa
E como a solidão só quer uma desculpa:
- Amei a mulher certa no momento errado...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.[;)]

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 29/03/2007


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