C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

RESTO DE MIM...




O que sobrou de mim? Nem mesmo eu sei...

Indague amigos que de vez em quando

Ficam atônitos se perguntando

Por que partiste e onde foi que errei...



Se penso em ti? Escutes, doce fera:

- Olhes pro céu e a cada estrela em prata

Veja um neurônio meu que se dilata

A procurar teu ser na estratosfera...



Se ainda te amo? Não sei bem ao certo

Basta dizer que estou a céu aberto

Sobrevivendo a essa sangrenta guerra...



Com uma lembrança linda e açucarada

Da mulher mais bonita e cobiçada

Que eu conheci na face dessa terra...



(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/03/2007


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras