C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ALGEMAS...




Domado e amordaçado pelo teu carmim

Recuso-me a ousar fugir da doce cela

Tecida com essa carne quente, ardente e bela

Tirada do teu corpo, fidalgo cetim...



E só em cogitar de um dia ser liberto

Deixando de sentir teu beijo e teu calor,

A paranóia vem montada no pavor

Deixando-me a chorar tristonho a céu aberto...



És tudo que eu sonhei, meu dengo...Meu chamego...

Só de pensar em ti diversas vezes chego

A proferir sussurros e emitir fluído...



De um âmago que ama incondicionalmente,

De um coração que pensa em ti constantemente,

De um corpo escravizado e um homem possuído...



(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/03/2007


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