C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


VIDA EM VÃO...
Quem não mentiu, jurando em "padre-nosso"? Quem não traiu, sequer, no pensamento? Quem nunca reprimiu um sentimento? Quem foi que não pensou: "Meu Deus, não posso"? Quem não correu, na vida, sérios riscos? Quem não pecou, na sua trajetória? Quem não sentiu saudades de uma "História"? Quem nunca se perdeu entre rabiscos? Quem foi que um dia não se viu vencido? Quem não viveu um "Caso" mal vivido? Ou simplesmente um amor que se perdeu? Quem nunca teve crise de ciúme? Quem nunca lamentou de algum queixume, - Apenas existiu...Mas não viveu! (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 18/03/2007
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