C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ANÔNIMO
Sou mais um rosto dentre mil dos que te almejam... No entanto, sinto tudo, sofro mudo e calo, E ante a tua indiferença eu pouco falo Temendo que os teus olhos meus desejos vejam... E sigo os vastos passos dados com elegância De quem nunca me nota e ao menos desconfia, Que é a tatuagem da minha alegria Levando-me de volta aos pedestais da infância... E amando por nós dois, nessa quimera insisto... Camuflando meu ser, te vejo sem ser visto, Sentindo o teu perfume a cada ventania... E nesse devaneio que me sua à fronte, Fiz minha moradia por sobre essa ponte Que une tua boca à minha fantasia... (Nizardo) Poesia registrada. Boa noite.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/02/2007
Comentários
|