C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


A ALMA DE MINH'ALMA...
Sei tudo de você, pra que melhor? Lhe ouço e compartilho seus segredos, Os traumas, frustrações e até os medos Profundos de sualma eu sei de cor... E sempre que você me solicita, Eu largo tudo e corro feito um cão, Em busca de tirar da solidão, Àquela pela qual meu ser palpita... E quando você some ou "Fecha a porta", A sua ausência é faca que me corta, E o seu silêncio abala à minha calma... E as minhas mãos tremendo vão suando, E a boca fica seca e perguntando, Pra onde foi a alma de minhalma? (Nizardo) Poesia registrada. Xero.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 26/02/2007
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