C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

PASSADO...


Se algum dia nós nos encontrarmos
Vagando tristes pelo mundo afora...
Não me confortes, deves ir embora,
Pois vou sofrer se tudo recordarmos...

Deixes somente que as recordações
Falem por nós num gesto ou num olhar...
E que uma lágrima faça lembrar
Que houve amor e nossos corações...

Se o mesmo ainda vive em mim não sei!
Mas só Deus sabe o quanto me doei
E só eu sei que mesmo me doando...

Não deve haver passado entre nós dois;
Partas chorando, certa que depois
Que tu partires ficarei chorando...

(Nizardo)
Poesia registrada)
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/02/2007


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