C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

NÓS DOIS...


Lembres-te do que eu fui, quando chegaste
Sem honra, sem afeto e sem guarida...
E vejas em que ponto te encontraste
Querendo exterminar com a própria vida...

Recordo-me do que era antes do dia
Que eu me apaixonei por tua essência
Celeste, valorando a existência
De alguém que até então nada valia...

E são esses detalhes divinais
Que fazem de nós dois especiais
Num mundo onde pouquíssimos viventes...

...permitem-se doar seus corações
alimentando-se das gratidões
que emanam das paixões sobreviventes...

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/02/2007


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