C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


BRIGAMOS...
Eu acho que foi essa nossa última briga! Tua língua ferina me deixou partido, Tratando-me como se eu fora algum bandido Ferido pelo gume da espada inimiga... Mas não te devolvi o fel, nem poderia... O meu silêncio pode advogar por mim E o ódio que sentias proclamou o fim Da linda história que eu participei um dia... Se achas que eu sou tudo aquilo que disseste, Esqueças que algum dia, algum beijo me deste, E que foste a mulher perdida em meus abraços... Porém se a consciência condenar-te os atos Digas-me! E eu me esqueço dos terríveis fatos E volto a me perder nos teus divinos braços... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/01/2007
Alterado em 28/12/2010 Comentários
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