C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

SEQUELAS...

A mágoa singular que me satura os ombros
Apóia-se na base de alguns fragmentos
Deixados por ignóbeis relacionamentos;
- Templos que se tornaram nada mais que escombros...

E hoje o meu semblante é triste...O olhar vazio!
Descreio quando dizem proclama o seu amor,
E o medo de sofrer de novo a mesma dor
Deixa-me a boca amarga e meu coração vazio...

Custa-me crer que um dia eu volte a ser feliz!
Pois acho que o destino conspirou, não quis
Favorecer-me em nada, semeando a ira...

E hoje em nada creio – A dor me fez assim!
Pois se eu disser que amo já pressinto o fim,
E ouvindo a mesma frase, eu temo ser mentira...

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/01/2007
Alterado em 27/04/2008


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