C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO
J – urisconsulto indômito que configura
O – oráculo profético da sapiência
S – entenciando às partes com jurisprudência
E – abrilhantando a toga da magistratura.
C – onrado sem o “C” já o submerge em honra
O – rlando a carta magna – Sua vinheta!
N – as lides onde a dúvida não lhe desonra
R – espalda a espada e a venda na sua banqueta...
A – cátedra lhe inspira e o seu dever condiz
D – iante do dileto mestre e do juiz
O – ópio do saber e o peso da caneta.
F – loreando a existência com suas virtudes
I – nfindas laudas feitas de merecimentos...
L – ouvemos ao drenar em suas atitudes
H – avendo de levar em nossos ataúdes
O – orgulho de colher os seus ensinamentos. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/04/2008
Alterado em 30/04/2008 Comentários
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