C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


ACRÓSTICO
 
I – nfante e graciosa pérola divina,
S – ublime criatura pelos céus criada
A – calentou os seus com a alma da menina
B – endita e soberana criança encantada.
E – ncontres tua paz nos braços do senhor
L – evando o nosso beijo em tua divindade
L – embrando dos que ficam sem o teu amor
A – soluçar nas lágrimas dessa saudade...
 
N – ada sepultará o riso que deixaste...
A – tua alma se foi mas ficará a lembrança
R – ondando pela casa que tu tanto amaste
D – eixando pelo mundo a essência da criança
O – Deus que lá de cima a nossa fé atiça
N – a certa ordenará que se faça justiça
I – nserindo na dor a flor da esperança.
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 18/04/2008


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