C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


Do berço à cova é um salto De pulga, como é sabido Se dispa, desça do salto Penetre no reprimido E ejacule após meter; -Mais frívolo que viver É morrer sem ter vivido! Nizardo Wanderley Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 12/09/2026
Alterado em 12/09/2026 Comentários
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