C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MULHER DE GELO...
Eu te ofertei o que neguei com veemência
A tantas outras fêmeas que por mim passaram...
Dezenas de outras bocas que me dedicaram
O mesmo amor que eu te doei nessa demência.
Mas tua mente é pérfida, astuta, insana!
Os teus beijos cruéis têm gosto de cicuta!
E habita em tua essência uma indomada puta
Possuidora de uma alma desumana...
Maldade é o que não falta em teu viver imundo,
Foste um aborto horrífico que trouxe ao mundo
Frieza desde o pé à ponta do cabelo...
Olhar sombrio, imerso em infidelidade,
Corpo vazio envolto na infelicidade
E sangue de barata em ti – Mulher de gelo!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/12/2007
Comentários
|