C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO
Q – uero que o ano agora que se finda
U – na tristezas e mágoas passadas
E – jogue tudo nas encruzilhadas
T – ornando-a doce e cada vez mais linda...
E – stire as mãos aos céus, musa divina,
N – avegue em risos tua divindade...
H – averá sempre a tal felicidade
A – esperar teu rosto de menina.
S – upere chagas e apague a dor,
U – se teus dotes puros de rainha,
M –ime com dádivas essa carinha
F – lorindo o peito com lírios de amor...
E – deixe a nova fêmea libertar-se
L – avando a alma com sais de emoção,
I - nsira novo amor no coração
Z – elando a diva que deseja amar-se ...
D – eus te proteja e abençoe teu lar
O – rnamentando-o com paz e harmonia
I - nebriando-te com a alegria,
S – atisfazendo-te no verbo amar...
M – esmo distante do teu corpo ardente
I - conscientemente eu te desejo
L – ençóis de dengo em meu profundo beijo
E – muito afago em meu abraço quente...
O – lhe pra cima e honre o teu carmim,
I - nfle teu peito e grite em tom afoito:
T – o preparada pra dois mil e oito,
O – utra mulher nasceu dentro de mim!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/12/2007
Alterado em 28/12/2007 Comentários
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