C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ADEUS...
Meu coração me disse que eu não sou teu dono
E fosse em busca d’outra alma que me desse
Um amor bem parecido com esse que falece
Velado pelo teu desprezo e abandono...
Por ti eu suei frio, perdi fome e sono,
Mendigando em teu seio um beijo que viesse
Regado com um abraço que satisfizesse
Meu coração carente que te pôs n’um trono...
Perdoe-me à insistência, às ligações freqüentes...
As palavras profundas e até os presentes
Na errônea tentativa de te ver feliz...
Desejo que tu encontres alguém que te ame,
Enchendo-te de mimos e de amor te chame
Querendo-te a metade do bem que eu te quis...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 02/12/2007
Alterado em 02/12/2007 Comentários
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