C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ACRÓSTICO
 
A – deusa que emoldura o céu do meu viver
L – evando os meus desejos mais medievais...
E – arranca os meus gemidos, suspiros e ais
S – em que eu tenha um minuto pra me proteger.
S – enhora do destino e divinal menina
A – alma mais dengosa e a musa cristalina,
N – as noites de tormento onde a desilusão
D – erruba-me às colunas e me corta à alma
R – asgando as minhas carnes ela rouba a calma,
A – paz e a inconseqüência do meu coração...
 
G – uerreira soberana de olhares sublimes!
A – o teu rosto divino lanço doces beijos...
L – evando à tua essência em humildes cortejos
V – entrículos que choram e tanta dor exprimem,
E – nessa simbiose de amores e ensejos
A – minha derme arde em camas de desejos
S – onhando em nossas bocas que não se comprimem...
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/11/2007
Alterado em 25/11/2007


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