C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO
M – enina meiga, doce, bela e sensual, I - nvólucro sublime da seiva divina... S – emeia o seu encanto n’alma cristalina A - acoplada à sua ímpar reserva moral.
T – eor celestial que ecoa pelos ares... H – avendo de espalhar em favos de nobreza A – musa sedutora que em rara beleza T – ransborda de magia na amplidão dos mares. I - nserindo o feitiço dessa austera fada A – cada coração carente de esperança N – ascendo em teu sorriso lindo de criança A – grande fêmea oculta e a musa tão amada.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 21/11/2007
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