C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

 
ACRÓSTICO
 
M – enina meiga e bela que possui na essência
A – espontaneidade em berços de emoção,
R – aiando em cada olhar o mel da adolescência
I -  nserindo nos sonhos sensual potência
A – dubando o jardim de cada coração.
 
L – itúrgicos poemas seu corpo declama,
U – untando nossos seres com seu esplendor...
C – calcando o peito doce daquele que chama
I - nconscientemente, e sua boca reclama
A – usência de “Malú” no frio cobertor.
 
 
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 13/11/2007


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