C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


ACRÓSTICO

T – alentoso e eloqüente segue em seu trajeto
O – astro sapiente incólume e discreto
I  - nflando em seu glamour a auréola angelical...
N – os páramos sidéreos de uma eternidade
H – abita com magia e jovialidade
O – coração, a mente e a alma de Natal!

S – eu riso emoldurado e o seu jeito menino
I  - nserem maestria em cada gesto feito,
L – evando aos nossos lares seus mimos divinos;
V – arrendo a amargura e nos lavando o peito.
E – Deus em seu amor e arte costumeira
I  - nternalize a imagem e perpetue o brilho
R – eacedendo sempre a chama desse filho,
A – preciosidade - Toinho Silveira
.

Minha singela homenagem a esse grande colunista e comunicador que nos abrilhanta, encanta e enaltece o nosso amado Rio Grande do Norte.

Saudações poéticas.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/11/2007


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