C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


CHORO...
 
Todas as noites quando eu lembro de nós dois
E vou reler bilhetes ou fotos (pra que?)
Eu começo sorrindo ao lembrar de você
Mas logo me transformo e o pranto vem depois.
 
Pareço uma criança que a mãe esqueceu
Nos bancos solitários de algum metrô...
E em cada carta sua tem escrito: - “mô”,
A única mulher que vai te amar sou eu”...
 
Mas sabendo que o perdão entre nós não há,
O tenebroso fim justificado está
E pouco importa a mim que de nós dois errou...
 
O importante disso tudo é que me coube
Chorar um pouco mais, quando hoje cedo eu soube
Que ao ler as minhas letras, seu pranto jorrou...
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 10/11/2007


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