C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO
P – oço de júbilos e de ternura,
R – etrato digno da formosura
O – rnamentado pela luz divina...
F – elina indômita por natureza
E – sse seu riso é palco da grandeza
S – ensualíssima, que tens menina!
S – eu corpo é luz que me transmite paz,
O – seu olhar divino me refaz
R – eacendendo as chamas dos desejos...
A – h se eu pudesse sentir o seu gosto,
A – cariciando o seu gostoso rosto,
N – a esperança de roubar-lhe beijos...
A – sua derme e o seu corpo gostoso
M – aculam minh’alma em febres de gozo,
A – tordoando-me a cada dia!
R – ogo-te ao menos que eu seja notado
T – ocando o seu corpo fértil molhado,
A – esquentar à minha cama fria...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 31/10/2007
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