C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


PÉROLA NEGRA

Indômita guerreira, intrépida e feroz
Do meu quartel, a mais perfeita sentinela
Que me deixava ouvir atravez da janela
Seus cuidadosos passos e sua austera voz.

Na vida tudo tem começo, meio e fim
E o nosso, enfim chegou tão cedo, infelizmente
Que ao menos pude olhar-te silenciosamente
E agradecer-te a tua lealdade a mim.

Nem sei para onde foste, só sei que partiste
E o nosso lar feliz, padece agora triste
Sentindo a imensurável dor da tua partida

Pedindo a Deus, com as lágrimas do coração
Que me permita numa reencarnação
Ter novamente a tua vida em nossa vida.


Homenagem póstuma à amiga "Preta", que tanta alegria e segurança levou ao lar do meu estimado amigo, bacharel em Direito, Jean Carlos Henrique.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/12/2020
Alterado em 23/12/2020


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras