C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PROFESSORA
O tempo se passou e hoje estás cansada,
Mas nunca me esqueci dos teus ensinamentos;
- Honrar o pai, a mãe e os dez mandamentos,
Fazendo da igreja uma fiel morada.
Saudades de tua mão quando empunhava o giz...
Do teu ombro querido – Meu sincero abrigo!
Quando eu fazia “artes” ia pro castigo,
E mesmo assim te amava e era mui feliz.
Tu foste minha mãe, amiga, confidente...
Um astro de bondade que se fez presente
Em minha humilde vida, um ser sempre oportuno...
Recebas o carinho, o beijo e o agrado,
O abraço afetuoso e o meu “muito obrigado”
Regados pelas lágrimas desse ex-aluno.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 15/10/2007
Alterado em 15/10/2012 Comentários
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