C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


LÁGRIMAS
 
Se alguém me perguntasse o que me faz sofrer,
Impedindo que eu seja feliz nesse mundo,
Eu lhe responderia dentro de um segundo:
- Perdoe-me, dê licença... Não vou responder!
 
Porém se esse mesmo alguém me afirmasse
Que eu sofro por te amar e amo a quem não devo
E que por tua causa sobre a dor escrevo,
Eu deixaria que meu olhar confirmasse...
 
Pois quem vem perguntar na certa quer colher,
Ao contrário daquele que vem socorrer
Quem chora às escondidas e seu pranto ecoou...
 
E muitas vezes quem vem nos doar conforto
Possui a alma triste e o coração foi morto
Pelo mesmo carrasco que me assassinou...
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/10/2007


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