C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


ACRÓSTICO
 
D - edico a cada página da minha vida
O - s momentos passados que inda me alimentam
M - antendo a minha essência e a derme que fomentam
I   - nconscientemente a ilusão perdida...
N - nas dimensões secretas que só me pertencem
G - orjeio como um pássaro e as flores sentem
O - s toques de saudade dessa alma ferida.
 
R - evigoro a matéria em cada amor que eu tive,
O - presente é sombrio, mas o passado vive
M - antendo a esperança de um melhor futuro...
A - ssim, da fortaleza que era intransponível
N - ada restou e da muralha indestrutível
T - em tão somente um baixo e inofensivo muro...
I  - nvoluntariamente eu busco de um em um
C - oração que me ame e que me leve a algum
O - ásis deslumbrante de um porto seguro...
 
À minha querida e amada amiga poeta, sonetista e radialista de alta categoria, MEIMEI CORRÊA, o meu profundo carinho, respeito e admiração.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/09/2007
Alterado em 28/09/2007


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