C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


Alegas teres prendas que eu jamais verei
Por onde quer que eu ande e dizes que me queres
Pra ser a soberana dentre mil mulheres
Que julgas que eu possuo ou que ainda terei...
Mas devo retrucar-te (sei que tu não gostas)
Dizendo-te que o que tens pra me oferecer
É vago, pois não viverei só pra foder
E nem tampouco ando com um colchão nas costas...
Procuro o que não vi em ti nem de raspão!
Calor humano, afeto e consideração
Que possam despertar em mim o que tu sentes...
Esse tesão maluco, essa tara animal
Que te faz tanto bem, mas me faz tanto mal
Quando ouço que me amas, pois sei que tu mentes... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/08/2007
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