C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ACRÓSTICO
 
R – aiando o teu encanto em pétalas de flor
0 – namentas àqueles jardins tão tristonhos,
S – edentos pelo mel que vem do teu amor
E – e mbala corações em emoções e sonhos...
 
F – eliz dos que puderem beber nesses lábios
A – rdentes, prazerosos, férteis e adoçados,
C – álices da saliva que embebeda os sábios
A – dormecidos nos teus braços cobiçados...
N – a perfeita “façanha” da metamorfose
H – ás de ver teu sorriso nessa simbiose
A – acalentando os teus lindos olhos mimados.
 
À minha linda e doce paquita potiguar, com os mimos,
carinhos e dengos do eterno fã...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 02/08/2007


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