C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


TRIPÚDIO
Não vou dizer que estou feliz ou satisfeito, Vendo tão lindo rosto, em lágrimas, lavado Com o ácido venífluo que vem do pecado Gerado na luxúria que te enchia o peito...
Mas devo confessar que me senti vingado Por tudo que fizeste, e é tarde, já está feito.. Portanto, o nosso enlace não será refeito Devido ao que eu passei, sofrendo do teu lado...
Afirmo-te que hoje vivo bem melhor, Sem essa alma perversa que está bem pior Do que a minha, quando vivia pedindo...
- Um pouco de atenção e tu não escutavas... - Um gole de carinho e tu a desprezavas... - Um beijo, mesmo frio, e tu ficavas rindo...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 29/07/2007
Alterado em 31/07/2007 Comentários
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