C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


AMES-TE...
Não deves mendigar o amor, ele só serve
Se vier empacotado na espontaneidade,
Das fitas enlaçadas com a felicidade
E o papel mais nobre, pra que lhe conserve.
Revejas teus conceitos, notes teu valor!
Entregues-te somente a quem queira o teu beijo,
Desejando somente a quem te tem desejo
E amando tão somente a quem te der amor.
Não uses teu carmim em bocas mentirosas,
Nem roces tua língua em línguas venenosas,
Mantenhas a moral que um dia conquistaste...
Ou tu serás mais uma das atormentadas
Que foram abatidas, depois sepultadas
Nas catacumbas frias que com os pés cavaste.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 27/07/2007
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