C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


LUISA...
 
Meu anjo protetor, meu antidepressivo!
Proveniente dos berços celestiais
És uma das razões, inda, pelas quais vivo
E a cada novo dia eu te amo muito mais...
 
Eu vejo a vida pela luz que te alumia
Voltando a ser criança se estamos a sós,
Dividindo os brinquedos, e nessa magia
A mão de Deus parece que até toca em nós.
 
Abençoada sejas, e que os céus te dêem
Toda a felicidade que os teus olhos vêem,
Com as bênçãos do senhor, voando mais, além...
 
Santificada seja a tua meninice,
Extensiva à tua adolescência e velhice
Vivendo com amor pra todo o sempre, amém!
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 26/07/2007


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