C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


JOIA RARA
Feliz de quem desfruta dos olhos divinos
E dessa doce boca que profere em risos
Palavras de conforto e beijos incisivos
Doados com fervor por seus lábios divinos.
Abençoado seja o lar que lhe dedica
Aconchegantes dengos, mimos de emoção...
Massageando o corpo, a alma e o coração
Da sua pura essência feminina e rica.
E basta um simples riso de su’alma bela
Para que um passarinho pose na janela
E lhe diga em gorjeios o que agora escrevo
Expressando-lhe o fervor que eu sinto e ela nem sabe
Dentro de um coração que nada mais lhe cabe
Além dessa paixão que eu sinto mas não devo!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/07/2007
Alterado em 28/08/2014 Comentários
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