C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos



NINA DE MEL...

Por onde essa menina passa deixa um rastro
Que denota o encanto e a sensualidade
Oriundos do seu cheiro, que pára a cidade,
Derivados da corte do mais belo castro...

O olhar lascivo e lírico dado por Deus
Aumenta ainda mais o seu potencial,
Tornando-a uma exímia felina fatal,
Descendente dos grandes lordes europeus.

E eu, pobre mortal, sempre reverencio
Esse busto encravado nesse corpo esguio
Que desfila e arrasa alma, corações...

Sedento dos seus beijos, como outros tantos,
Eu me juntei àqueles que nadam em prantos
E vão parar nas ilhas das desilusões...

 

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/07/2007
Alterado em 23/10/2007


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