C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


Por onde essa menina passa deixa um rastro O olhar lascivo e lírico dado por Deus E eu, pobre mortal, sempre reverencio Sedento dos seus beijos, como outros tantos,
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/07/2007
Alterado em 23/10/2007 Comentários
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