C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

GRANDE MULHER...
 
Essa mulher serena de expressão sublime
Criada nos recôncavos celestiais
Toda sua bondade, no sorriso exprime,
E fêmea desse porte não se encontra mais...
 
Sensível, companheira, sorridente e pura,
Contagia os espaços com sua alegria
E sua alma transparente, incólume e madura
Transforma o dia em noite e a noite se faz dia...
 
Feliz de quem souber regá-la com carinho,
Pois certamente a paz e o amor em seu caminho
Serão suas bandeiras da felicidade...
 
Amiga, mãe, guerreira, dada e prestativa;
- Sua espontaneidade é quem lhe mantém viva,
- Seu cartão de visita: Honra e honestidade.
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 22/07/2007


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