C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MIMOS DO POETA!
ACRÓSTICO
L - indíssima, sublime e mui silenciosa, I - npondo seu sorriso em cada estrela vista, N - o manto sideral, tecido pelo "ARTISTA" D - ivino criador de auréola majestosa... A - tires teus desgostos por essa janela... N - ão deves te deixar levar pela tristeza, O - feitiço noturno cheio de nobreza, I - nvadirá teu sonho e tua face bela... T - omara que te encontres pela noite afora, E - aches o amor que tanto tu desejas... D - evendo sufocar na boca que tu beijas E - essa desilusão que tu'alma deflora... S - orrias, te perfumes e te entregues linda A - o mágico presente que a lua te deu... B - atalhes teu espaço, busques apogeu, A - cada novo passo e em todos os momentos... D - eixando que o glamour que Deus te concedeu, O - fusque os invejosos e os sanguinolentos! (Nizardo) Dir. Reservados. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/04/2007
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