C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


BOM DIAAAAAA!
ACRÓSTICO
T- eu corpo é luz, teus olhos são rubis, E- teu sorriso ecoará feliz, N- o imenso espaço da felicidade H- avendo sempre brilho e simpatia, A- amor, afeto, zelo e galhardia S- ilenciando à dor e à saudade... U- ltraje à lei...Viole mandamentos, M- acule à norma, solte os sentimentos, A- corde à diva lânguida, perdida... Q- uantificando todos os anseios, U- nificando ais e devaneios, A- docicando teu viver, querida! R- asgue esses códigos que te acorrentam, T- ire as algemas que tanto atormentam A- alma casta a clamar liberdade... T- onificando o espectro fraterno, E- naltecendo o espírito materno N- as brancas nuvens da felicidade. T- alhe com fios douro teu destino, A- bra as cortinas do mediastino, D- ignifique o florescer da aurora... O- rganizando, corpo alma e mente, R- revigorando fervorosamente, A- grande fêmea que me lê agora... (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/04/2007
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