C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


C- arente, solitário, amigo e apaixonado, L- ascivo, carinhoso e, ardente companheiro, A- mante fervoroso, meigo e dedicado, S- incero, caridoso, fiel e ordeiro. S- impático, se entrega num profundo ardor, I- ncólume, feliz e muito beijoqueiro, F- ilósofo na arte mágica do amor, I- mpávido na busca do amor verdadeiro. C- aminha sempre ao lado da mulher querida, A- dora fazer dengo, mimo e bajular, D- á sempre o seu afeto, e embeleza a vida, O- stenta o seu amor, sua paixão sentida, S- egrega o primitivo instinto de enganar. P- rocura por mulher carente e solitária, O- u queira tão somente a sua companhia, E- sinta-se infeliz, em sua trajetória, T- entando se encontrar em nova fantasia. I- nvado esse recinto, mas sem permissão, C- om apenas um intuito: o de talvez achar, O- vulto da mulher que "ovule" o coração, S- entindo a mesma fome de se apaixonar... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/04/2007
Alterado em 21/04/2008 Comentários
|