C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO B- albuciando o nome da divina fada, E- ncantadora musa, da paixão sublime... N- as asas do delírio, esse poeta exprime, D- ezenas de monólogos à sua amada... I - nerte e descuidada, ela nem desconfia... T- em sono, tem fadiga...E tão feliz descansa! A- mão do pretendente, porém não se cansa, S- e encontra a escrever-lhe, até raiar o dia! M- ilhares de letrinhas, num balé conexo, A- ssumem o lugar da boca, do desejo, D- o mimo, dos afagos, do calor, do beijo... R- asgando um coração, amante e desconexo... U- fanos devaneios, vários chamamentos... G- emidos de saudade, gritos de paixão... A- lardes sufocados pelos sentimentos, D- ão vez ao tremular da vasta inconsequência, A- stuta e e enebriada na introsprecção, S- ervida no banquete da correspondência... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/04/2007
Alterado em 21/04/2008 Comentários
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