C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MEU NÊGO
És tu meu precioso e lenitivo porto Aonde ancoro a nau de amor e esperança Domado pelo teu sorriso de criança Que traz à minha alma o divinal conforto. Bendito sejas tu, impúbere fugaz! Louvar-te-ei eternamente em prosa e verso... Pedindo ao grande arquiteto do universo Que floreie teu caminho com saúde e paz. Espero envelhecer e ver-te sendo pai, Pois só assim teu olho vigilante vai Sentir um imensurável e radiante brilho Ao transmitir à tua imaculada cria O mimo, o afeto, o zelo, o dengo e a galhardia Que o teu idoso pai te dedicou, meu filho! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/09/2012
Alterado em 30/03/2017 Comentários
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