C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


VISITA NOTURNA...
Vou chegar de mansinho e não falarei nada,
Levando sob o meu casaco, um raro vinho... E adentrarei o teu tão almejado ninho, Transpondo com desejo, à porta destrancada... Tu fazes ar de riso, porém nada dizes... E num abraço ardente, pedes que eu tranceda, às malhas do macio baby-doll de seda, Passando algumas horas quentes e felizes... O dia vem raiando! Tenho que me ir... Devidamente alegre por poder sentir, Teu fogo alucinante, do corpo indomável... Eu parto com cuidado, temo à vizinhança! Deixando com saudade essa linda criança, Secreta e escultural amante insaciável... (Nizardo) Dir. Reservados. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 04/01/2007
Alterado em 27/04/2008 Comentários
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