C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

GLOSA (FELIZ 2007)
MOTE

EM SEUS ENCANTOS ME ENLEIO
NAS PALAVRAS ME REVELO

GLOSA

Num profundo devaneio,
Minhalma diz o que sente,
Pois eu prazerosamente,
EM SEUS ENCANTOS ME ENLEIO
Em seu coração, arreio
Meu sentimento mais belo,
Construindo meu castelo,
Com tijolos de paixão,
E digitando emoção,
NAS PALAVRAS ME REVELO.

(Nizardo)
Poesia registrada.

Feliz 2007.
Xerinho.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 31/12/2006


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras