C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos



ACRÓSTICO

D- ivagues, deixes ser sacramentado
O- grande sentimento interior
M- edido na escala do amor
I - nconsequentemente desejado...
N- o cume da paixão dominadora,
G- alopes rumo ao mundo enfeitiçado...
O- sciles, eis o pégasus celado
A- espera dessa diva sonhadora...
M- enina, o mundo é teu, pra que perder
O- tempo precioso que te resta?
R- abisques teu amor pela floresta,
O- teu sorriso é luz no escurecer...
S- ó deves dar amor e lealdade,
O- gulho, afeto, encanto e doação,
P- raquele que tratar teu coração,
A- pão, paixão e reciprocidade!
R- eencontrando a fêmea entristecida,
A- bra o portal que lhe adocica à vida
V- ersificando os loiros da ilusão...
O- teu carinho e amor vão adubar,
C- centenas de orquídeas a florar
E- m cada galho do teu coração...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/12/2006
Alterado em 21/04/2008


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