C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


DIA DAS CRIANÇAS
Enquanto alguns serão mimados na fartura Sentindo o amor materno no calor do ninho... Outros sem pai, sem mãe, sem teto e sem carinho Degustarão a fome à mesa da amargura! Mendigos infantis vistos a olhos nus Por um país omisso que lhes ceifa as vidas Ao permitir que as pobres mendiguem comidas E dividam carniça em bicos de urubus. O livre arbítrio impera e o céu também se omite! O Estado paraplégico e omisso permite Que os nossos “curumins” cresçam sem esperanças... Façamos u’a visita aos lares da pobreza, Levando o que nos sobra a tão famintas mesas; - E celebrando em Cristo o DIA DAS CRIANÇAS! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/10/2011
Alterado em 11/10/2011 Comentários
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