C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


PITOQUINHO
 
Impúbere, sublime e fraternal criança
Que veio pelas mãos de Deus - o criador!
Trazendo em seu olhar o oráculo do amor
E a divinal presença envolta na esperança.
 
Aonde os teus pequenos e sagrados pés
Pisarem, deixarão sementes de candura
Que cantam e encantam a santa formosura
Do anjo abençoado e amado que tu és.
 
Bendito sejas tu lembrado em prosa e verso
E que o grande arquiteto do universo
Proteja-te, guiando os teus trôpegos passos
 
E se o desequilíbrio te bater à porta
Teu pai há de tirá-lo dessa estrada torta,
Traçando outros caminhos com beijos e abraços.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/02/2011
Alterado em 07/05/2017


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