C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


QUANDO ELA PASSA... Quando ela surge ao longe, radiante... Aquele olhar é tudo quanto existe, Ela é formosa, um favo de decência! Deixemos que ela passe, que se vá... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/02/2010
Alterado em 07/09/2026 Comentários
|