C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


DEUSA MORENA...
Nos prados da doçura envolta na magia Seus olhos majestosos quando os meus fitaram As nossas almas púberes se entrelaçaram E deram asas magistrais à fantasia. Seu riso inebriante e cheio de candura Alucina o meu corpo e me faz viajar Aos páramos sidéreos querendo buscar Os seus lábios carnudos cheios de doçura. Quem dera ser seu par, seu derradeiro amante... E afagar seus cabelos vendo a todo instante Seu corpo meigo a semear minha emoção... Calando a sua boca na amplidão dos beijos Satisfazendo a todos os reais desejos E guardando-a com mimos no meu coração. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 12/08/2009
Alterado em 26/08/2009 Comentários
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