C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


LIXO HUMANO
Maldito seja o ventre que gerou tal cria E o despejou no mundo a semear tristeza, Sem honra, sem caráter, sem brio, sem nobreza Caminha o lixo humano em sua romaria... Nos tenebrosos guetos ela faz açoite Cobrindo-se com o manto frio da covardia... Descansa a sua fétida mente de dia E a deixa articular crimes durante a noite. Maldita e inconseqüente segue peçonhenta Em sua caminhada imunda, vil, nojenta, E a sua mente trama em porões infernais Delitos sepulcrais em ritual satânico Condenando à vergonha, ao desgosto e ao pânico As almas sofredoras dos seus pobres pais. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 17/12/2008
Alterado em 21/12/2008 Comentários
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