C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


AMOR QUE MORRE...

Não sei se estou correto em minha decisão
Porém temendo amar (em vão) devo partir
E não quero brigar, chorar ou discutir
Nem contrariar ordens do meu coração.

Por ser absoluta a tua alma esquece
Que dar satisfações, calor, prioridade...
São fórmulas que selam pela eternidade
O pacto oportuno que o amor aquece.

Pedi o que não tinhas para me ofertar,
Iludi-me com o brilho desse teu olhar
Que nunca se dispôs a me dar teus prestígios...

E antes que eu te diga coisas que não devo,
Em vês de te falar, humildemente escrevo
E saio do teu mundo sem deixar vestígios.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/10/2008


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras